Barbaridade, tchê! Qual a origem da dança gaúcha?

As danças gaúchas são algumas das mais antigas Danças Populares brasileiras. Tiveram origem na Espanha em meados dos séculos XVII e XVIII.
A mais típica representação do Rio Grande do Sul é o “fandango” que, posteriormente, se entremeou ao sapateado, originado nas antigas danças de par solto da romântica Espanha.
No caso específico das danças, cada CTG (Centro de Tradições Gaúchas) têm seus grupos de dança que se chamam invernadas. As invernadas podem ser categorizadas em mini-mirim (de 5 a 8 anos), mirim (de 8 a 11 anos), juvenil (de 12 a 14 anos) e adulta (de 15 a 30 anos).
Fandango Gaúcho
O fandango é um estilo musical proveniente da Espanha, sendo que sua dança é derivada do Flamenco. As principais características dessa dança gaúcha são os seus movimentos considerados frenéticos pela agilidade e velocidade com que são executados. Outro ponto marcante é o sapateado. A melodia que acompanha a dança é geralmente feita por instrumentos de acorda e traz melodias agitadas ou dramáticas.
Por meio do Fandango originou-se, no Rio Grande do Sul, uma série de outras danças, com nomes e características próprias. No Fandango Gaúcho, utiliza-se principalmente a gaita e o violão. As principais influências vêm da Escócia e da Polônia, além de uma mescla argentina e uruguaia. Para os espetáculos de dança são usados trajes de pilcha.

Conheça as principais danças gaúchas:
• Balaio – o nome da dança vem por causa da aparência das saias vestidas pelas mulheres dançarinas, que acabam por se assemelhar a um balaio. Originada na região Nordeste, essa dança mistura dois estilos: o sapateado e a dança de conjunto. Formam-se dois grupos, um de homens e um de mulheres. Então, a história contada acompanha os movimentos e a coreografia se repete por três vezes.
• Xote – tem origem húngara. É muito popular no Rio Grande do Sul e precisa de pares para ser realizada a coreografia. Os passos são simples: um e um, dois e dois ou dois e um.
• Anú – é dividido em duas partes: a cantada e a sapateada. Popularizou-se em meados do século XX. Hoje em dia é pouco praticada nos bailes de dança gaúcha. É conhecida como uma dança de pares soltos, porém dependentes entre si. O sapateado caracteriza por poucos palavras e muitos movimentos. Já na cantoria torna-se uma dança mais grave.
• Pezinho – uma das danças gaúchas mais singelas e simples, que encantam a quem vê. Popular na região dos Açores, adaptou-se no Rio Grande do Sul de modo a ser realizada da seguinte forma: primeiro há uma marcação de pés. Depois, duplas de dançarinos cruzam os braços e giram em redor de si mesmos. É a única dança gaúcha em que todos os dançarinos realmente dançam, não ficando limitados a executar a coreografia proposta.
• Chimarrita – de origem portuguesa dos Açores, a dança traz uma coreografia em pares, onde cada um se posiciona em uma fileira oposta, de frente para o outro. Em seguida se cruzam, se afastam e depois voltam a se aproximar. Ganhou a fama de “limpa banco”, por ser tão contagiante e fazer as pessoas dançarem, levantando-se de seus lugares.
• Xote – tem origem húngara. É muito popular no Rio Grande do Sul e precisa de pares para ser realizada a coreografia. Os passos são simples: um e um, dois e dois ou dois e um.

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